quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Não saber a Língua






Viveria mil anos, e não saberia me expressar. Entendo que a difícil construção linguística seja o cerne de todos os problemas ortográficos que afligem as palavras, que em fuga, dizem-me que estou buscando saídas e labirintos para explicar o não saber a Língua Portuguesa. Dificultosa língua de Lácio, por que não vem os pastores me expirar, para que o infinitivo e os reflexivos postem-se para a contemplação destes enigmas. Eles dirão: “decifra-me ou te devoro”.
Pobre Édipo, além de ser desprezado por Laio, entregue as feras, ainda teve, nas suas devidas proporções os mesmo dilema de decifrar. Lembrando aos senhores, que naquela época (isto é um delírio), não havia professores de línguas. Pois, além de ser pobre, o pseudo órfão, ele não dispunha de recursos para tal fim. Confesso que gosto de mitologia greco-romana. Apesar de entender que os romanos eram uns bárbaros vestidos.
Voltando ao pobre Édipo, que todos sabem, morreu cego no deserto, a esfinge, que não era a reflexiva ou a infinitiva, colocou a prova sua percepção através da linguagem enigmática para no final, o testado poder desposar a bela Jocasta, e daí nascer Antígona, outra heroína das palavras e métodos de direitos. Fez um enigma, e com uma única resposta, do qual o nosso paladino desprendeu-se de suas garras e foi feliz por um tempo.
Agora pergunto @s
senhor@s, o que tem haver a lenda do Rei Édipo com o não saber a língua portuguesa, e afinal, quem é essas irmãs xipofogas reflexiva e infinitiva... Não estão entendendo nada... Estou confusa. Agora me coloco feito uma esfinge, e pergunto: _Por qual motivo existem tantas regras, e tantos cínicos para fingir seguir...
A anterioridade linguística é a base para uma construção correta do falar, escrever e coordenar os pensamentos. Nesta banda, é necessário informar que somos todos Édipos, despidos de escolas formadoras de uma linguagem correta. E que muitas vezes, o intelecto assimila o errado e cresce órfão de conhecimento e de um ensinamento básico para decifrar as esfinges da vida. E estão em sociedade, transmitindo seus pensamentos descoordenados, suas ortografias erróneas e feias, e sua linguagem pobre. E neste ponto, os paradigmas de Morin encontram seus alicerces, ou seja, do erro e da ilusão. O erro de percepção e assimilação linguística e fonética, a ilusão de escrever no limpo papel tanta bobagens, e encontramos mentes viciadas que aplaudem...
Tolo engano, a construção ortográfica é uma métrica, uma construção matemática. Que seduz aos que a buscam, de maneira, que no final a Iara não devora ou leva ao fundo do rio, mas ao paraíso reflexivo de entender a palavra. Caímos... Em Saramago, e descobrimos a nossa cegueira literária, cultural e humana é latente. E o que fazer deste ser que aprendeu tanta beleza da língua... Deixe-o trancado no quarto, ou deixe ser um escritor...
Mas, não haverá espaço para tanta erudição, a maioria dos escritores e poetas não saber escrever, e se espiram no nada banal. Entendam, não é algo generalizado, mas poesia e literatura são algo que exige no mínimo alguma tendência organizacional das palavras... ”A rosa era linda, tocava o meu corpo languido de prazer, podia sentir seu perfume, enquanto ele me olhava com desejos”. Cadê o lirismo construído, a métrica dos encaixes organizacionais lingüísticos, a rima, e outras coisinhas que compõe o solar poético descritivo.
Não existe... E estamos mesmo é viciado em literatura ruim, e somos cínicos o suficientes, para afirmar que sabemos escrever português, e ainda subjugamos o belo papel, que é quase sempre branco, com nossos delírios lingüísticos e feios. Deixem o papel branco, pois no silêncio ele sempre representa a paz. Enquanto, com “as escritas”, os impostos aumentam, os juros estrangulam a maioria, e os canalhas inventam mil e um projetos para furtarem a nação, e os tais poetas e escritores enganam a todos nós com a sua droga de linguagem. Fico perguntando-me, se o rei Édipo não se cegou para não ter de ler e ou vê tantas bobagens no seu reino.
A Reflexiva nos informa que se deve refletir sobre os erros das esfinges, e não aceitar espontaneamente, colocar sempre a duvida no inicio das frases. E a Infinita diz que nada é findável, que a busca do conhecimento é algo eterno ao homem, e que apreender ou descobrir despidos dos erros e ilusão é o inicio da conquistas das rainhas e reinos.

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