Andaram me chamando na porta.
Recusava-me a sair, usando sempre desculpas para não ir até a porta.
Continuaram dia após dia chamando-me até a porta.
Inventava mil coisas para fazer dentro de casa, e não ia nunca.
Insistiram comigo, tornando-se às vezes chatos e cansativos.
Eu continuava a mentir que estava ocupada, e não podia ir até a porta.
Até um dia, ouvi um grito de socorro na porta, alguém me chamava, pedia ajuda para mim...
Fui até a porta e abri devagar, lá fora me esperava o Sol, que pedia a minha presença, pois queria me iluminar.
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