sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Andaram me chamando na porta.
 Recusava-me a sair, usando sempre desculpas para não ir até a porta. Continuaram dia após dia chamando-me até a porta.
 Inventava mil coisas para fazer dentro de casa, e não ia nunca.
 Insistiram comigo, tornando-se às vezes chatos e cansativos.
 Eu continuava a mentir que estava ocupada, e não podia ir até a porta. 
Até um dia, ouvi um grito de socorro na porta, alguém me chamava, pedia ajuda para mim...
 Fui até a porta e abri devagar, lá fora me esperava o Sol, que pedia a minha presença, pois queria me iluminar.

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